Esse resultado joga a decisão para o juiz responsável pelo caso da Busscar, Maurício Cavalazzi Povoas, a decisão era esperada na mesma semana, e saiu na tarde de quinta-feira 27 de setembro de 2012.
O juiz assinou o documento que determinava a lacração da fábrica da Busscar e a falência do Grupo Busscar e todas as suas empresas com exceção da Tecnofibras HVR Automotiva S.A, que continuará rodando com administração de Rainoldo Uessler, e a Climabuss S.A que tem 30 dias para entregar um lado via Rainoldo Uessler se continuar o negócio dará lucro ou prejuízo, assim determinando pela justiça fechamento ou continuação das atividades da Climabuss.
INDIGNAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS
PRODUÇÃO PARADA
A produção na fábrica contava com cerca de 40 carrocerias que permaneceram paralisadas, por determinar o local lacrado a justiça não deixa nenhuma atividade por parte da Busscar em seus bens, o gerou também indignação dos próprios clientes que tinham chassis presos dentro da linha de montagem até entrarem com recurso para retirarem os mesmos. A Busscar durante o seu período de Recuperação Judicial produziu e entregou 107 ônibus, e tinha quando faliu cerca de 300 vendidos e que estavam prontos para entrarem na fábrica.
MINISTÉRIO PÚBLICO - SC PEDE ANULAÇÃO DA FALÊNCIA DA BUSSCAR
O Ministério Público de Santa Catarina, protocolou um pedido no final de outubro de 2012, em que dizia que houveram grandes erros na assembleia de credores e também houve sim interesses de concorrentes na falência da Busscar. A primeira acusação foi de que o Administrador Judicial Rainoldo Uessler, não defiriu o pedido do BNDES em uma nova suspenção da assembleia para ver a proposta, o banco alegava que recebeu a proposta uma noite antes da assembleia geral de credores.
A segunda acusação era contra o Santander que houve vício no voto do banco, pois o mesmo tinha interesse na falência da fabricante de ônibus, pois aconselha investidores a colocar dinheiro na Marcopolo que era a principal concorrente da Busscar, pedindo assim a anulação da assembleia.
A terceira era a acusação da que a Busscar era sim viável e que a falência não era a única saída, como disse o juiz na explicação da decisão para jornais de Joinville, a Busscar sim tinha produzido mais de 100 ônibus, o que mostrava que a marca tinha qualidade e que os clientes confiavam no seu produto.
A ação passou para análise mas foi recusada em novembro, antes de ir a votação.
2013... PERITO NOMEADO
UM ANO DEPOIS DA FALÊNCIA
Um ano após a falência da Busscar cerca de 200 ex-funcionário e também clientes da marca, se reuniram para fazer uma caminhada até o Fórum Comarca de Joinville, saindo do estacionamento do Centreventos Cau Hansen, as pessoas levavam faixas falando da demora para a venda de bens, que foi prometida pela justiça em 8 meses após a falência, muitos clientes, dizem que sentem falta da marca, pois tinham ônibus sendo encarroçados quando a Busscar foi determinada lacrada e reclamavam que os produtos das outras marcas não tinham a mesma qualidade do produto joinvilense.
AVALIADA TECNOFIBRAS E CLIMABUSS
O QUE SERÁ VENDIDO???
Tecnofibras HVR Automtiva S.A - 75.000.000.00
Climabuss S.A - 5.000.000.00
Terrenos e outros bens - 30.000.000.00
O montante da avaliação é de cerca de 109 milhões de reais, será vendidas Tecnofibras, Climabuss, a casa dos fundadores da Busscar, e também um terreno importante na avenida Santos Dumount em Joinville. Também está marcado para ocorrer no mês de outubro deste ano a venda de peças de reposição da Busscar que estavam paradas no parque fabril e em oficinas autorizadas pelo Brasil, avaliados em 23 milhões. Com bastante interessados na Tecnofibras Rainoldo Uessler, diz que a venda será rápida pois temos 5 interessados no negócio, também se mostra confiante na venda do parque fabril da Busscar, que já recebeu 3 interessados, nada de interessados na Climabuss por enquanto. O leilão terá data marcada após a avaliação do laudo que será feito pelo juiz responsável pelo caso na 5ª Vara Cível de Joinville. Enquanto isso a equipe de Rainoldo Uessler, trabalha para deixar tudo organizado nas unidades da Busscar, no parque fabril está tudo limpo e conservado, equipamentos e máquinas com valor alto estão embrulhados em caixas e também enrolados em plástico para não sofrer ação do tempo, a linha de produção espera receber uma montadora de ônibus. Será???
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