RECUPERAÇÃO JUDICIAL INCIADA
INTERVENTOR JUDICIAL ESPECIALIZADO
O juiz nomeia, então um administrador judicial para trabalhar nos pedidos que a justiça fizer em relação ao Plano de Recuperação Judicial, a apontar os erros que a empresa está cometendo em relação ao processo. Rainoldo Uessler, assume o comando e diz que não será difícil a recuperação da Busscar com o pagamento das dívidas mas que é sim possível reerguer a marca joinvilense.
ADVOGADO ESPECIALIZADO EM RECUPERAÇÕES JUDICIAIS
O PLANO
O Plano de Recuperação Judicial da Busscar, foi protocolado ao juiz Maurício Cavalazi Povoas, em 30 de dezembro de 2011, e também foi divulgado para funcionários e todos os credores do Grupo Busscar, veio janeiro de 2012, e as impugnações ao plano só aumentavam, BNDES, Celesc e Sindicato dos Mecânicos de Joinville e Região faziam impugnações que eram preocupantes para o Administrador Judicial. Agora com os prazos de impugnações se esgotando a Busscar já pensava em marcar a data para a então Assembleia de Credores do Grupo Busscar, a data de 22 de maio de 2012, foi escolhida e o local definido como o Centreventos Cau Hansen, em Joinville.
ENQUANTO ISSO PRODUÇÃO
A Busscar enquanto trabalhava para conseguir convencer os credores que a Recuperação Judicial era a melhor saída para a crise que a empresa entrou desde 2009, a produção continuava a todo vapor, claro que não produzia um veículo por dia, mas por semana eram entregues 3 a 5 carros.
Clientes reconquistados... A Busscar voltava a entregar os modelos com qualidade e tecnologia para clientes considerados grandes compradores da marca, vamos ver algumas encomendas que a Busscar entregou durante o período de Recuperação Judicial do grupo.
TRANSTUSA E GIDION
Foram entregues 14 unidades do Urbanuss Pluss II na versão Piso Baixo para Gidion e Trantusa sendo que cada empresa recebeu 7 unidades do modelo que vinha equipado com poltronas em plástico reforçado com fibra de vidro, climatizadores, espaço especial para pessoas cadeirantes e com deficiência.
OS DOUBLE-DECKER SUPER LUXO
Os Panorâmico DD para empresas como por exemplo, Viasul, Cristal Turismo, Mingoti Tur e Romeliza do Perú, faziam da Busscar uma marca que estava presente com seus produtos no mercado brasileiro de ônibus e também no mercado internacional de ônibus.
A produção da Busscar continuava a todo vapor, inclusive no carnaval no início do ano de 2012, o Administrador Judicial olhava para a linha de produção da Busscar e falava para a imprensa: ''é bonito de se ver'', essa era a frase de Rainoldo Uessler, que via sim uma evolução da Busscar em relação ao mercado estar sentindo falta dos produtos da marca e clientes vindo de longe para comprar produtos aqui em Joinville.
A PRIMEIRA ASSEMBLEIA
Era 22 de maio em Joinville, a Busscar estava na sua primeira assembleia de credores, o plano de recuperação judicial do Grupo Busscar estava despachado pelo juiz e poderia ser votado, cerca de 2 mil credores compareceram, alguns com procurações para votarem por seus colegas, mas neste dia não houve votação, o juiz Maurício Cavalazi Povoas, viu que a Busscar tinha irregularidades no plano e apontou os erros ao Administrador Judicial, Rainoldo Uessler, empresas já faziam propostas para desintegrar a Busscar do seu parque fabril e colocar outra indústria no local, mas foram somente especulações, o plano não foi votado pelo fato de que o juiz viu que o clima era sim de falência em uma possível votação do Plano de Recuperação Judicial da Busscar.
7 DE AGOSTO, NOVO TENTATIVA
2 mil credores, cadastrados com crachá, estavam em 7 de agosto novamente no Centreventos Cau Hansen em Joinville para tentar votar o Plano de Recuperação Judicial da Busscar, na última noite que antecedeu a assembleia de credores, o advogado da Busscar conseguiu uma grande chave para colocar a Busscar na estrada novamente, os ex-sócios da Busscar Randolfo Raiter e Valdir Nielson, tios do presidente da companhia, abriram mão de 300 milhões, pela proposta atual de 80 milhões de reais, o objetivo era colocar a marca Busscar no seu devido lugar, com esse voto a favor a Busscar tinha duas das três classes votantes aprovando o plano. Só recapitulando eram três classes votantes na assembleia de credores, que dependia da classificação do credor, a Classe Trabalhista que era representada pelos credores trabalhadores, a Classe Quirografários, que tinha os fornecedores, e credores que não se importavam com a forma de pagamento e a Classe Garantia Real que tinha credores como por exemplo bancos e fornecedores de créditos, que tinham como garantia os bens da Busscar. A Classe Trabalhista tinha aprovação, a Busscar tinha 1.900 votos a favor com as alterações no plano, contra 400 do Sindicato que era contra o plano, a Classe Quirografários que aprovava com o voto a favor dos ex-sócios que eram os maiores credores da classe, a única que faltava era a Classe Garantia Real que reprovava o Plano de Recuperação Judicial, o advogado da Busscar, então levantou a possibilidade de votar uma nova suspenção como objetivo de negociar com a Classe Garantia Real para ter 100% de aprovação do plano, evitando assim uma falência pela justiça, 85% aprovaram a suspenção, o que mostrava que queriam que a Busscar aprovasse o plano e voltasse a produzir a todo vapor.
25 DE SETEMBRO, A ÚLTIMA TENTATIVA
A Busscar entrava na sua terceira assembleia de credores, desta vez o Plano de Recuperação Judicial seria sim votado, nem que durasse mais de um dia para votar, aberta a votação e os credores todos organizados queriam aprovar logo o plano e acabar com essa agonia que poderia levar a Busscar para a falência, tudo ocorreu corretamente, a Classe Trabalhista aprovou o plano com 74% de SIM, a Classe Quirografários teve 175 dos 190 credores presentes com SIM, só faltava os bancos que tinha o Santander que era o maior credor da Classe Garantia Real, o banco havia dito que aprovaria o plano nas rodadas de negociação, o BNDES não se pronunciou afirmando que a Busscar tinha enviado a proposta muito em cima da hora, o Santander reprovou o plano e sequer deu alguma explicação, o BNDES então se encontrava em uma posição complicada, se aprovasse o plano, aprovava a Garantia Real e colocava a Busscar de volta no mercado para pagar as dívidas e produzir em massa, se reprovasse seria responsabilizado por deixar mais de 800 funcionários desempregados, se absteve e para a justiça catarinense considera abstenção como um NÃO ao plano, o que reprovou a Classe Garantia Real e jogando a decisão para o juiz Maurício Cavalazi Povoas que tinha retomado para o caso Busscar.
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